Inteligência artificial compõe fim da Oitava Sinfonia de Franz Schubert

Não é novidade compositores se lançarem na tarefa de concluir obras de outros compositores. Franz Xaver Süßmayr (1766 – 1803), a pedido de Constanze Mozart (1762 – 1842), esposa de Wolfgang Amadeus Mozart, concluiu o famoso Réquiem em ré menor, deixado inacabado por Mozart devido a sua morte (ele havia recebido uma encomenda para um novo Requiem, e morreu durante a composição da obra).

No último dia 05 de fevereiro, os espectadores do Cadogan Hall, de Londres, ouviram um possível fim para a 8ª Sinfonia do compositor austríaco Franz Schubert (1797 – 1828), outro gênio da história da música. Mas dessa vez a obra foi concluída por um software de inteligência artificial! Desenvolvido para o novo smartphone da marca chinesa Hauewi, o software compôs um possível fim para a sinfonia a partir da análise dos dois primeiros movimentos da sinfonia, composta por Schubert em 1822.

O produtor Lucas Cantor arranjou a melodia criada pelo software para a orquestra. Segundo o portal UOL, o músico disse que sua função foi “trazer as ideias mais interessantes da inteligência artificial e encher os vazios para que o resultado final pudesse ser interpretado por uma orquestra sinfônica”. Walter Ji, diretor da Huawei na Europa, explicou que o objetivo desse trabalho era “ampliar os horizontes do que é humanamente possível e provar o impacto positivo que a tecnologia pode ter na cultura moderna.”

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